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A nova era do novo consumidor

Por Dionice de Almeida

 

A todo momento mudamos, seja pelas nossas experiências de vida, por decisão de querer mudar algo no nosso comportamento ou por algo físico. Por isso, a necessidade do marketing está cada vez mais presente em nossas empresas.

A palavra “marketing” significa mercado em ação. De acordo com o livro “Marketing 4.0: do tradicional ao digital” (de Philip Kotler), temos hoje uma nova espécie de consumidor no mercado, que um dia será a grande maioria dos consumidores. Eles são jovens, classe média e possuem mobilidade e conectividade muito forte.

Esses jovens gostam de experimentar novos e mais sofisticados produtos, de realizar grandes feitos e de imitar o comportamento de classes superiores à deles. Além disso, eles são bombardeados de informações o tempo inteiro e, por este motivo, são consumidores distraídos, que confiam no boca a boca (essa busca é feita dentro do ciclo de confiança do consumidor, ou seja, amigos e familiares) muito mais do que buscar a informação.

Podemos notar que o que mais efetivamente fez o marketing mudar suas estratégias foi o fato de termos alta conectividade no mundo de hoje. Essa conectividade está fazendo o mercado se movimentar. Um dos exemplos são corretoras de seguros que vieram para abalar o mercado que antes trabalhava apenas no off-line e hoje estão tendo que migrar para o on-line. Quando pensamos no mercado tradicionalista de antigamente podemos ver as mudanças em pequenos atos: a corretora de seguros que tinha site antes era uma exceção, hoje já conseguimos enxergar o website como algo essencial no mercado de seguros.

Outro exemplo da conectividade como mudança é a Netflix, que desestabilizou o mercado de locadoras de filmes e, indo mais além ainda, temos a Amazon, que mexeu com as livrarias. Essa conectividade nos mostra que no mundo de hoje é necessário que as empresas sejam mais colaborativas e inclusivas, o cliente hoje gosta de interagir com as marcas. Empresas que permitem essa participação ativa dos clientes criam engajamento a ponto de ter aliados que a defendam e a indiquem apenas pela qualidade do seu produto e relacionamento com seu cliente.

O consumidor de hoje quer comprar em lojas físicas, porém, antes de efetivar a compra ele pesquisa os preços no seu celular para saber se realmente vale a pena a compra que ele está fazendo. Uma pesquisa do Google mostra que o tráfego total da internet cresceu 30 vezes desde o ano 2000 até 2014, conectando 4 entre 10 pessoas no mundo.

O pai do marketing, Philip Kotler, fala sobre todo o processo de compra do cliente digital que temos hoje em algumas etapas:

  • Assimilação: quando o cliente sabe que o produto ou o serviço existe.
  • Atração: quando o consumidor gosta daquele produto ou serviço.
  • Arguição: quando o cliente se sente curioso e se convence a comprar o produto ou o serviço.
  • Ação: o ato da compra pelo consumidor.
  • Apologia: quando o cliente se sente satisfeito a ponto de recomendar o produto ou serviço a terceiros.

Para esse processo, ainda de acordo com Philip Kotler, existem três elementos essenciais que ele chama de pontos de contato: 1) o cliente em si, que tem interesse no produto; 2) o que as pessoas estão falando sobre a marca, produto ou serviço; 3) o ponto de contato externo, que é onde entra a parte da comunicação mais tradicional do marketing: a publicidade e propaganda do produto ou serviço.

Em resumo, devemos nos conectar mais ao mercado jovial, pois eles são os futuros consumidores, enquanto o mercado maduro vai entrando em escassez. Por estes motivos, são importantes a inovação e o conhecimento contínuo do mercado atuante de cada profissional.

Até breve!

FONTE

Dionice de Almeida é empresária, pós-graduada em gestão de seguros, administração de empresas e negociações internacionais. Com formação também em Coach Business High Performance e Coach For Money.

ABRANGÊNCIA

Brasil

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